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Historicamente, a Catalunha e o Brasil são fortes parceiros comerciais e há um enorme potencial para que essa relação cresça no futuro. Segundo dados do ICEX, as exportações catalãs ao Brasil estão desacelerando desde 2013. Em parte, essa queda pode ser justificada pela forte crise política e econômica enfrentada pelo Brasil nos últimos anos.

Em 2016, as exportações da Catalunha ao país apresentaram uma queda de 25,2%, para 539,359 milhões de euros, em relação ao ano anterior. Em 2015, as exportações foram de 720,9 milhões de euros. As exportações catalãs ao Brasil representam apenas um 0,8% do total das exportações da Catalunha. No entanto, a Catalunha é responsável por 24% de tudo o que a Espanha exporta ao Brasil. Os principais produtos exportados são materiais plásticos (9,7%), produtos farmacêuticos (9,2%) e maquinaria (8;4%).

As importações catalãs ao Brasil também apresentaram baixa no ano passado. Em 2016, a Catalunha comprou do Brasil 9373 milhões de euros, um recuo de 9,7% em comparação com 2015. Em 2015, as importações catalãs do Brasil foram de 1,038 milhões de euros.  As importações catalãs vindas do Brasil representam 1,2% do total das importações da Catalunha. Porém, a Catalunha é responsável por 31,6% das importações totais da Espanha no Brasil. A Catalunha importa do Brasil principalmente fava de soja (48,9%), produtos químicos orgânicos (8%) e café (7,6%).

Investimento Direto

Embora em 2015 o Investimento Estrangeiro Direto (IED) do Brasil a Catalunha tenha apresentado um valor destacado e se situado em 54,2 milhões de euros, cifra mais alta de toda a série histórica, em 2016 o investimento foi praticamente insignificante. No ano passado, 44% do IED recebido do Brasil pela Catalunha corresponde ao setor do atacado e 13,4% à construção civil.

Por outro lado, a Catalunha tem feito investimentos notáveis no Brasil, com destaque para o ano de 2013 quando o IED foi de 406,9 milhões de euros e destinado, principalmente, a atividades relacionadas ao transporte terrestre e de exibição cinematográfica. Em 2016, o investimento catalão ao Brasil alcançou os 271 milhões de euros, após ficar em 184,9 milhões no ano anterior. De acordo com dados do ICEX, 50,4% do investimento da Catalunha no Brasil em 2016 corresponde a atividades ligadas ao transporte e 14% ao fornecimento de gás.

O investimento da Catalunha ao Brasil representa 43,5% do total realizado pela Espanha e 8,7% de todo o investimento feito pela Catalunha.

Atualmente, 435 empresas da Catalunha estão estabelecidas no Brasil. As 10 principais delas, de acordo com o faturamento, são:

  • Gas Natural
  • Caixabank
  • Fomento de Construcciones y Contratas
  • Banc Sabadell
  • Abertis Infraestructuras
  • Grifols
  • Nortia Business Corporation
  • Roca Corporación Empresarial
  • Puig
  • Applus Services

Hoje, 16 empresas brasileiras têm filial na Catalunha. As 10 principais delas, de acordo com o faturamento, são:

  • Iochpe Maxion
  • Renner Herrmann
  • Kieppe Patrimonial
  • Catalise Industria e Commercio de Metais
  • Industrias Romi
  • Cambuci
  • Paqueta Calçados
  • Rock World
  • Embraer
  • Natura Cosméticos

Oportunidades de negócio ao Brasil (por setor)

Alimentação

  • Alimentos para mascotes e animais
  • Carne e produtos derivados
  • Horticultura

Outras indústrias do transporte

  • Avião, motores e outros componentes aeronáuticos
  • Navios
  • Locomotores
  • Transporte aéreo

Energia e recursos

  • Extração de petróleo e gás natural
  • Produção, recolhimento e distribuição de eletricidade

Química e plásticos

  • Adubos e compostos nitrogenados
  • Fotoquímicos, explosivos e outros produtos químicos
  • Pesticidas e outros produtos agroquímicos
  • Produtos petrolíferos refinados
  • Produtos plásticos
  • Produtos químicos básicos

Textil e moda

  • Jóias e artigos relacionados
  • Produtos de pele
  • Roupa

 

Oportunidades de internacionalização e cooperação tecnológica para a empresa catalã ao Brasil (por setor)

Big data, inteligência artificial e internet of things: com 102 milhões de internautas em 2015 (58% da população), o Brasil é um dos principais mercados para o comércio eletrônico. O panorama recessivo da economia nos últimos anos praticamente não afetou o segmento de big data, que cresce a uma taxa superior ao 5% ao ano, seguindo o ritmo de incorporação dos brasileiros ao mundo digital. A necessidade de captar novos consumidores para não perder faturamento motivou muitas empresas a investir em big data para otimizar a sua carteira de clientes. O setor público também colocou em prática uma série de iniciativas para fazer uma gestão mais eficiente de seus dados.

Conteúdos digitais e audiovisuais: o Brasil apresenta um marco legal muito propício ao desenvolvimento de conteúdos audiovisuais e digitais. Há diversas leis de incentivos culturais (a mais conhecida delas é a Lei Rounet). Além disso, a normativa exige que os canais de televisão exibam uma porcentagem elevada de produtos locais. Nesse sentido, nos últimos anos cresceu o interesse pelas coproduções com empresas estrangeiras que possam aportar capital, conhecimento e inovação.

Energias renováveis: No início do século XXI, dois terços da energia elétrica brasileira ainda era de origem hidráulica e um terço era térmica. Nessa última década, a necessidade de manter um crescimento sustentável, juntamente com os ciclos instáveis de chuva, motivarou uma diversificação das fontes de energia renovável. Em 2016, a energia eólica apresentou um crescimento de 50%. A energia solar, por sua vez, está em uma fase muito mais embrionária, mas também com perspectiva de crescimento exponencial nos próximos anos.

Cidades inteligentes: As eleições municipais de outubro de 2016 renovaram os prefeitos de grandes cidades brasileiras e abriram a possibilidade de novos projetos visando melhorar a gestão e a experiência do uso das cidades. As novas equipes desses governos têm como prioridade melhorar os serviços das cidades brasileiras e otimizar recursos. Portanto, há nesse momento um grande interesse e sensibilidade às soluções smart, que permitem uma utilização mais eficiente da infraestrutura urbana. Em concreto, foram detectadas oportunidades nos setores de iluminação urbana, saneamento básico, tratamento de resíduos, mobilidade urbana e TIC orientadas à administração eletrônica.

 

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